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Senado do Paraguai retoma julgamento de impeachment do presidente Santiago Peña nesta sexta-feira

Presidente é acusado de conivência no colapso do ueno bank, que deixou 3 milhões de pessoas sem acesso a contas.

Redação
Por: Redação
06/11/2026 às 09h57
Senado do Paraguai retoma julgamento de impeachment do presidente Santiago Peña nesta sexta-feira
30 votos para a cassação: Senado paraguaio abre fase de defesa em julgamento político contra o presidente - Foto: Handout - AFP

O Senado do Paraguai retoma às 10h desta sexta-feira (6), pelo horário de Brasília, a segunda sessão do processo de impeachment contra o presidente da República, Santiago Peña. O julgamento político decorre do colapso do ueno bank, banco digital pertencente ao Grupo Vázquez que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central na terça-feira (3), deixando cerca de 3 milhões de clientes sem acesso a fundos e gerando forte comoção social no país vizinho.

 

A etapa atual do rito regimental é destinada à apresentação da defesa do chefe do Executivo. Na manhã de hoje, contudo, Peña solicitou formalmente aos senadores a concessão de maior prazo para a elaboração de seus argumentos. O rito completo será desdobrado em cinco fases sequenciais, incluindo a análise de provas, alegações finais e a votação soberana dos 45 parlamentares da Câmara Alta. Segundo o presidente do Congresso, Basilio Núñez, a tramitação não será encerrada em um único dia para assegurar a rigidez jurídica do processo.

A abertura da ação de cassação foi aprovada por unanimidade pela Câmara dos Deputados na quinta-feira (5). Na sequência, Peña gravou um pronunciamento em vídeo anunciando o envio de uma carta de renúncia ao cargo, sob a justificativa de preservar a estabilidade democrática e a paz social. A apresentação da carta abriu um embate no parlamento: parlamentares da oposição exigem a rejeição da renúncia para garantir a cassação via impeachment, mecanismo que retira do gestor o direito de assumir o cargo de senador vitalício e a consequente imunidade parlamentar.

As denúncias apontam suposto conflito de interesses, manipulação regulatória e irregularidades no manejo de US$ 850 milhões em depósitos públicos, incluindo verbas do Instituto de Previdência Social. Peña figurou como acionista do grupo controlador da instituição financeira até março de 2025. Para a perda definitiva do mandato, são necessários 30 votos no Senado. Caso o impedimento seja confirmado, o vice-presidente Pedro Alliana assumirá o comando do país até agosto de 2028.

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