
A operação do Gaeco visou cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão decorrentes da apuração de um esquema de desvio de entorpecentes, principalmente cocaína. Segundo o Ministério Público, os crimes ocorreram entre junho de 2025 e maio de 2026, período em que os investigados atuavam na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron).
As investigações apontam que as drogas eram subtraídas em diligências, retiradas dos depósitos das delegacias e interceptadas durante o transporte para queima oficial. Em um dos episódios relatados, mais de 500 quilos de cocaína teriam sido desviados no trajeto para a incineração.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão nas cidades sul-mato-grossenses de Dourados, Ponta Porã e Nova Andradina, além de Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná. Nove policiais civis foram alvos de medidas cautelares. A Polícia Civil reiterou que a Corregedoria acompanhou as buscas e classificou como inadmissível o uso da estrutura pública para a prática de delitos, garantindo rigor na apuração das condutas.