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Tanízio Sá aborda situação de Plácido de Castro, atendimento na saúde e déficit previdenciário na Aleac

Durante a sessão desta quarta-feira (28), o deputado Tanízio Sá (MDB) tratou de demandas de Plácido de Castro, da necessidade de ampliar o acesso a...

Redação
Por: Redação Fonte: Aleac
28/10/2026 às 11h59
Tanízio Sá aborda situação de Plácido de Castro, atendimento na saúde e déficit previdenciário na Aleac
Foto: Reprodução/Aleac

Durante a sessão desta quarta-feira (28), o deputado Tanízio Sá (MDB) tratou de demandas de Plácido de Castro, da necessidade de ampliar o acesso aos serviços de saúde e dos desafios financeiros relacionados ao pagamento de servidores terceirizados e à previdência estadual.

Ao iniciar o pronunciamento, o parlamentar comentou a situação da ponte Brasil-Bolívia, em Plácido de Castro, e o acordo firmado para o fornecimento de madeira pela Bolívia, com o objetivo de viabilizar a construção da estrutura. Segundo ele, surgiram questionamentos na Câmara Municipal sobre o cumprimento do que foi acordado entre as partes.

Tanízio Sá também comentou o andamento de obras no município e explicou que a demora na liberação de recursos e nos procedimentos de fiscalização pode comprometer o ritmo dos trabalhos. De acordo com ele, a proximidade do período chuvoso aumenta a preocupação de moradores e representantes municipais com a conclusão das intervenções.

O parlamentar mencionou ainda a gestão do prefeito Camilo e afirmou que pretende ampliar sua atuação em favor do município. Ele anunciou que deverá instalar um escritório parlamentar em Plácido de Castro para atender a população e destacou a destinação de emendas e o apoio a iniciativas locais. “Eu que fui prefeito, vou dedicar meu mandato para ajudar aqueles brasileiros que moram ali e precisam do nosso apoio”, declarou.

Saúde pública e filas por cirurgias

Na segunda parte do discurso, Tanízio Sá concentrou sua fala nas dificuldades enfrentadas por pacientes que aguardam consultas e procedimentos cirúrgicos na rede pública estadual. O deputado relatou preocupação com a existência de pessoas na fila desde 2022 e afirmou que a demora pode agravar quadros clínicos e provocar sequelas.

O parlamentar também levantou questionamentos sobre a atuação de médicos que mantêm contratos com a Fundação Hospitalar e com empresas terceirizadas. Segundo ele, é necessário apurar situações em que profissionais deixariam de cumprir atendimentos vinculados à Fundação para prestar serviços por meio de contratos terceirizados, o que, na avaliação do deputado, pode prejudicar os pacientes.

Tanízio defendeu que a saúde receba atenção prioritária na definição do orçamento estadual e pediu medidas para melhorar a prestação dos serviços e reduzir o tempo de espera. “Não dá para esperar. A doença não dá para esperar. Nós temos que resolver essa questão do orçamento da saúde”, afirmou.

Atrasos nos pagamentos de empresas terceirizadas

O deputado também chamou atenção para atrasos nos pagamentos de empresas que prestam serviços ao Estado. Conforme relatou, algumas empresas ligadas à área da saúde aguardavam pagamentos referentes aos meses de agosto e setembro, enquanto, na educação, havia pendências relativas a junho.

O emedebista informou que participaria de uma reunião com a secretária de Educação para discutir o assunto e buscar alternativas para regularizar os pagamentos. Ele destacou que os atrasos afetam os trabalhadores e a continuidade dos serviços prestados à população.

O parlamentar reconheceu as dificuldades financeiras enfrentadas pelo governo estadual e a necessidade de ajustes nas contas públicas, mas defendeu que sejam buscadas soluções para reduzir os impactos sobre os profissionais e os usuários dos serviços.

Déficit do Acre Previdência

Ao encerrar o pronunciamento, Tanízio voltou a defender medidas para enfrentar o déficit previdenciário do Estado. Segundo o deputado, o tema precisa ser discutido durante a atual legislatura para evitar dificuldades futuras no pagamento dos benefícios dos servidores aposentados.

O parlamentar citou uma estimativa de aproximadamente R$ 1 bilhão por ano em despesas relacionadas à previdência estadual e alertou para a possibilidade de esse valor chegar a R$ 2,5 bilhões em 2034, conforme a projeção mencionada em seu discurso.

Para Tanízio, é necessário discutir alternativas de financiamento e medidas que contribuam para reduzir o déficit, considerando a capacidade financeira do Tesouro estadual e a garantia dos benefícios futuros. “Não adianta empurrar para os outros que vêm na frente. Nós somos responsáveis pelo futuro desses trabalhadores”, concluiu o deputado.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

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